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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Astros mirins do cinema


Alguns dos astros e estrelas atuais de Hollywood começaram a carreira quando ainda eram crianças, outros eram astros quando criança mas cresceram e perderam o estrelato. 

Entre os que não fizeram carreira quando cresceram, estão: 


Macaulay Culkin
Esqueceram de Mim (1990) provavelmente não teria sido o enorme sucesso se não fosse o talento do pequeno Culkin que deu ao filme um ritmo envolvente e único. Ele tenta evitar que dois ladrões roubem sua casa em pleno natal. Seu confronto com os bandidos é hilário.
Macaulay cresceu, fez alguns poucos filmes interessantes mas depois não fez mais sucesso. De vez em quando surge em alguma produção, mas bem longe dos sucessos de sua fase de criança. 




Rick Schroder
Quem assistiu O Campeão (1979) estrelado por Jon Voigh, não deixou de notar a presença super marcante do ator que interpreta seu filho. Um garoto apaixonado por cavalos e que torce pelo pai em suas lutas de boxe. Ao ver o pai sendo massacrado pelo adversário na lona, o pequeno garoto vai às lágrimas.  
Schroder não faria mais nada de significante no cinema. Hoje trabalha em séries de TV. 




Haley Joel Osment
Osment surpreendeu o mundo inteiro ao fazer uma inesperada confissão a Bruce Willis no sucesso O Sexto Sentido (1999), um dos melhores filmes de terror dos últimos anos.  Sua interpretação contida lhe rendeu uma indicação de ator coadjuvante.
Osment fez A.I. – Inteligência Artificial, mas depois fez apenas filmes regulares e hoje não se vê mais nenhum filme significativo dele. 




Claude Jarman Jr
Virtude Selvagem é um dos maiores clássicos dos anos 40, conta a história de um garoto interpretado por Jarman Jr. Que tenta criar um filhote de cervo mas é impedido pelas circunstâncias da vida e pelo pai (interpretado por Gregory Peck). O garoto ganhou um Oscar especial por esse papel.
Jarman fez de significativo depois apenas o faroeste Rio Grande, de John Ford. Hoje está com 76 anos de idade.




Shirley Temple
Temple foi talvez a atriz mirim mais famosa do cinema. Hoje não é bem lembrada do grande público, mas encantou multidões com filmes como O Pássaro Azul (1940), onde sai ao lado do irmão e de dois ajudantes em busca de um pássaro azul e de grandes aventuras.
Temple fez mais alguns filmes, porém largou o cinema pra se dedicar a cargos diplomáticos. Hoje está com 82 anos de idade.




Entre os que viraram astros e estrelas estão:


Leonardo DiCaprio
O Despertar de um Homem (1993) foi seu primeiro grande papel no cinema, no papel do garoto que descobre que o homem (Robert De Niro) que se casou com sua mãe é uma pessoa fria e violenta. Ele precisa enfrentar o padastro de qualquer jeito.
DiCaprio se tornou um dos maiores astros de Hollywood com filmes como Titanic, A Ilha do Medo e A Origem. 




Anna Paquin
Paquin ganhou um Oscar de atriz coadjuvante em sua estréia no papel de uma criança impaciente no belíssimo O Piano (1993). Sua mãe feita por Holly Hunter precisa lidar com ela e e com os problemas que as cercam em uma época que as mulheres não tinham voz ativa.
Paquin fez entre outros, os sucessos da série X-Men e recentemente brilha na série de TV True Blood. 




Christian Bale
Bale começou no cinema no papel do garoto que sonha em ser piloto de avião no drama O Império do Sol (1987). Se perde dos pais durante uma ocupação na Segunda Guerra e precisa lidar com a fome e miséria, lutando a todo custo pela sobrevivência.
Bale hoje tem uma carreira sólida, seu maior sucesso é o ótimo Batman – O Cavaleiro das Trevas.





Drew Barrymore
O sucesso E.T. – O Extraterrestre (1982) de Steven Spielberg revelou o talento da pequena Barrymore, uma garotinha que tenta ajudar o irmão a cuidar do alienígena E.T. e garantir que ele chegue em segurança a seu planeta, enfrentando todo tipo de perigos.
Depois de um período envolvida com drogas, Drew retornou aos cinemas. Um de seus maiores sucessos é As Panteras (2000).




Elijah Wood
Em O Anjo Malvado (1993), o pequeno Elijah precisa arrumar uma maneira de deter a força destruidora de seu primo que tem um comportamento agressivo. Sem ter ninguém que acredite nele, sua única saída é tentar fazer tudo por conta própria.
Elijah fez a trilogia O Senhor dos Anéis, um dos maiores sucessos da história, e não parou mais de trabalhar.




Esse aqui não virou astro mas também não parou de fazer filmes:



Henry Thomas
Quem não se lembra do pequeno Thomas em E.T. – O Extraterrestre (1982)? Suas trapalhadas e dramas ao lado do E.T. é inesquecível.
Thomas hoje faz papéis como coadjujuvante, trabalhou em filmes como Gangues de Nova York e Escritor Fantasma, entre outros.



sábado, 9 de outubro de 2010

Duro de Matar




Há filmes que são imitados à exaustão, mas nunca envelhecem, um exemplo perfeito disso é Duro de Matar, o melhor filme de ação policial já feito (Operação França e Bullitt são policiais mas não são rotulados como ação). Em 1987, o diretor John McTiernan surpreendera o cinema de ação ao colocar Arnold Schwarzenegger sendo caçado por uma criatura de outro planeta em O Predador. O sucesso desse filme abriu as portas para que McTiernan fizesse seu melhor filme (Duro de Matar), aquele que o consagraria, mesmo que ele não voltaria mais com o mesmo fôlego em seus filmes seguintes. Alguns deles até foram bons e fizeram sucesso, tais como: A Caçada ao Outubro Vermelho (1990), Duro de Matar – A Vingança (1995) e Thomas Crown – A Arte do Crime (1999); mas alguns deixaram a desejar, sendo fracasso de bilheteria: O Último Grande Herói (1993), Rollerball (2002) e Violação de Conduta (2003). Ou seja, o diretor promissor de dois dos melhores filmes de ação dos anos 80 perderia o jeito pra esse tipo de cinema. Quando foi lançado, Duro de Matar teve alguns pontos interessantes que chamaram a atenção: 1º - O enredo até então original, colocava um policial competente no lugar errado, na hora errada numa situação errada. Mas errado para ele ou para os bandidos? 2º - Entre vários astros da época, optaram por um ator que vinha de uma série cômica de TV chamada A Gata e o Rato. Mesmo que a série era um grande sucesso, nada fazia prever que seu astro Bruce Willis se saísse tão bem em algo até então diferente em seu currículo, um filme de ação super acelerado e sem muito tempo pra bate-papos. 3º - Longe de personagens como Rambo ou dos flmes de Schwarzenegger em que os heróis eram brutamontes que atiravam a esmo e pareciam ser imbatíveis, o personagem principal de Duro de Matar, sangra e precisa antes de correr pra briga, correr de seus adversários. 4º - Tanto o policial McClaine quanto os criminosos agem de maneira incrivelemente cínica em vários momentos.
O policial John McClane vai a Los Angeles visitar a mulher e os filhos. Ele  fica hospedado no prédio Nakatomi Plaza em que sua mulher (Bonnie Bedelia) trabalha. Lá está tendo uma festa entre os executivos e funcionários. Ele se instala em um dos quartos sem querer saber da festa. Terroristas invadem secretamente o local e mantém reféns os demais ali. McClaine percebe que algo está errado e tenta descobrir o que é, quando percebe a invasão dos criminosos e tenta detê-los. De início ele age de forma discreta, mas a situação se agrava e ele se vê forçado a encarar os adversários de frente. São terroristas internacionais liderados pelo alemão Hans Gruber (Alan Rickman) que sequestram o prédio para roubarem uma altíssima soma em ações financeiras. A situação de McClaine piora quando um inescrupuloso repórter de TV revela que ali no prédio há um policial casado com uma das funcionárias, é quando os terroristas usam esse fator para ameaçá-lo. Depois de muitos tiros e explosões, o FBI tenta intervir, mas se torna mais um alvo do enorme poder de fogo dos bandidos. McClaine recebe ajuda apenas de um policial que lhe auxilia por um rádio.
Duro de Matar é isso, um filme de ação que não nos deixa piscar um único segundo, é ágil e acelerado, além de conter alguns toques de sarcasmos vindos de Bruce Willis. Ele injeta doses de humor em seu personagem, em especial nos confrontos diretos com o líder Hans, como na cena em que McClaine o vê pela primeira vez. Os bandidos não perdoam e atiram até mesmo nos vidros só para verem McClaine sangrar.
Os roteiristas Steven E. de Souza e Jeb Stuart fizeram um ótimo trabalho, nunca um filme de ação funcionou tão bem e deu uma dimensão maior à luta crescente entre policial e bandidos. Tudo aqui é barulhento e movimentado. Quando se pensa que os bandidos deram uma pausa, eis que algum deles sai atirando por uma porta ou janela, não deixando ninguém sossegado. Tudo funciona muito bem, da direção ao elenco. A parte técnica é um primor de perfeição, utilizando de forma brilhante o som e os efeitos sonoros.
Duro de Matar teve três seqüências igualmente competentes, mas nunca à altura do original: Duro de Matar 2 (1990), dirigido por Renny Harlin (Risco Total) mostra McClaine num aeroporto invadido por terroristas; Em Duro de Matar – A Vingança (1995), novamente dirigido por John McTiernan, McClaine se une a Samuel L. Jackson pra deter terroristas agindo na cidade de Los Angeles; em 2007, foi lançado Duro de Matar 4.0, dirigido por Len Wiseman (Anjos da Noite 1 e 2) , em que McClaine juntamente com um hacker (Justin Long) tenta evitar que terroristas da informática, armados com o que há de mais avançado em matéria de tecnologia cause um caos em sua cidade. O segundo filme da série segue o mesmo ritmo alucinante do primeiro, mas o terceiro cai um pouco, apesar de também ser bom. O quarto filme volta a ficar mais acelerado e abre caminho pra outras continuações. Willis hoje com 55 anos de idade já deixou claro que ainda pretende fazer mais dois filmes dessa série.
Duro de Matar foi o filme que abriu as portas ao estrelato para Bruce Willis que até então não havia se destacado muito no cinema. Entre seus maiores sucessos (além da série Duro de Matar) estão: Pulp Fiction (1994) de Quentin Tarantino, Os Doze Macacos (1995) de Terry Gilliam, O Quinto Elemento (1997) de Luc Besson, O Sexto Sentido (1999) de M. Night Shyamalan e Meu Vizinho Mafioso (2000) de Jonathan Lynn. Em 2010 apareceu em uma ponta no sucesso Os Mercenários dirigido por Sylvester Stallone.
O elenco de apoio de Duro de Matar também brilha, com destaque para Alan Rickman (Razão e Sensibilidade) como o líder dos terroristas, e o russo Alexander Godunov (A Testemunha) falecido em 1995 aos 45 anos de idade, que faz o terrorista vingativo que tem seu irmão morto por McClaine.
Duro de Matar foi indicado aos Oscars de melhor som, efeitos sonoros, efeitos visuais e montagem, mas perdeu a maioria desses prêmios para Uma Cilada para Roger Rabbit. Duro de Matar foi posteriomente copiado inúmeras vezes (A Força em Alerta, Morte Súbita, etc.), mas nunca perdeu seu brilho e o posto de melhor filme de ação policial do cinema. 


Nota: 5 de 5

Ttitulo original: Die Hard

Lançamento: 1988 (EUA)

Direção: John McTiernan

Atores: Bruce Willis, Alan Rickman, Bonnie Bedelia, Alexander Godunov, Reginald VelJohnson

Duração: 131 minutos

Ação/policial

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Traições nos relacionamentos


Mais do que qualquer outro motivo, a infidelidade é o maior causador de separações entre casais, e não me refiro apenas aos casados, mas também noivos e namorados. Nunca se viu tanta traição, a ponto de se questionar se há mesmo possibilidade de se confiar em mais alguém nesse mundo. Já vi casais que pareciam super felizes, mas que acabam não dando certo por causa de traição. Na verdade, acho que está tudo de mal a pior, sem expectativas de melhoras. Não dá pra confiar plenamente em mais ninguém quando o assunto é fidelidade no relacionamento. Vejo casos de mulheres que estão noivas, prestes a se casarem, saindo com outros homens (claro que às escondidas). Há casos de homens que têm três ou quatro namoradas. 
Mulheres, se seus maridos estiverem demorando de chegar em casa, dizendo que o chefe mandou que ficassem até tarde, pode começar a desconfiar. É claro que há casos que realmente são exceções, mas a maioria é pura desculpa pra ficarem com mulheres por aí. Se seu marido começar a ficar valente com você, pode ser sinal que outra o está agradando mais; se seu marido começar a te dar muitos presentes, te agradar de todas as maneiras, desconfie também, pergunte a si mesma o porquê de uma mudança tão repentina. Isso pode significar que ele esteja pretendendo te “comprar” de uma maneira menos direta, pra você ficar tão “encantada” e ficar sem jeito pra ficar fazendo perguntas quando ele der suas “escapulidas”. Esse negócio de futebol com os “amigos” em parte é conversa pra enganar mulheres. Em alguns casos até acontece o jogo, mas o melhor pra eles está no que vem depois. Mas daí também alguns desses homens podem se dar mal com isso, uma vez que, marido ausente, o vizinho está de olho, ou até mesmo aquele “amigo” que já andava de olho na esposa alheia. O ditado “Quando o gato sai os ratos passeiam” pode se encaixar nisso também. Muita gente já carrega a infidelidade no sangue. Há homens e mulheres que traem o companheiro (a) com a maior cara-de-pau, sem a menor cerimônia. Em alguns casos é mais fácil confiar mais nos (as) solteiros (as) do que nos casados (as). Não escrevo isso porque já fui traído, na verdade nunca fui (quer dizer, eu acho que não. Não posso ter certeza absoluta), e não quero jamais ser traído (mas quem quer?). Na verdade, depois de ver tantos casos de traições, fica difícil e desanimador acreditar em relacionamentos. Mas acho que há sempre uma luz no fim do túnel, nem tudo está perdido. 
Eu conversei com alguém dias atrás, e essa pessoa me disse algumas coisas que ele presencia no motel em que trabalha. Ele disse que carros e motos não param de chegar ali, em sua grande maioria com mulheres e homens casados ou comprometidos de outras formas, muitas vezes se escondendo pra não serem reconhecidos. Aquela namorada que parecia tão correta, pode ser vista entrando no motel até mesmo com dois homens ao mesmo tempo (detalhe: nenhum desses homens é seu namorado). Aquele rapaz que é um exemplo de namorado, que coloca em Orkut as mais belas mensagens de amor para a namorada, pode ser visto entrando com mulheres e amigos. Ele me disse também que em muitos casos, velhos gordos e cachaceiros são vistos entrando em motel com adolescentes de 14 e 15 anos. Segundo o que ele me disse ainda, os maiores casos de traições em motéis acontecem durante o meio-dia (o horário menos suspeito), quando o marido liga pra esposa dizendo que não irá almoçar em casa porque há muito trabalho a fazer; e mulheres dizem que irão almoçar na casa de uma “amiga”. Quando uma mulher está em sua casa aprontando o almoço, imaginando que seu marido está se esforçando mais no trabalho, ele está na cama de um motel com outra mulher. Sua namorada ou noiva pode estar te traindo com um amigo seu, e fica te dizendo que está estudando ou trabalhando. Você que é uma namorada dedicada, e espera seu “príncipe encantado”, e ele demora de chegar, você liga pra ele pra saber se ele já vem, mas eis que a amante atende o cel, e você se dá conta que o castelo desmoronou e as fadas na verdade não existem.
Desconfio muito desses amores roxos, esses amores que parecem chamas de fogo que ninguém ou nada poderá apagar. Quando eu vejo muito “Eu te Amo, eu te adoro, você é  minha razão de viver...”, percebo logo que aquilo não irá durar muito tempo. Não que eu seja pessimista em relação ao amor, pelo contrário, acredito no amor e sou muito romântico, mas em se tratando de seres humanos e suas emoções, tudo é capaz de acontecer, até mesma algumas pessoas tentarem conquistar alguém com palavras lindas, mas que no fundo são ditas sem nenhum compromisso de amor verdadeiro.
Já ouvi falar de casos de traições que aconteceram na própria cama de um casal. Homens que traem suas esposas com adolescentes, amigas das filhas, a empregada, a vizinha, etc. Mulheres que esperam o marido sair e logo depois liga pra alguém dizendo que ficou só, ou até mesmo têm um caso com o primeiro que bate na porta pra vender alguma coisa ou consertar algo. 
Uma pessoa descobre que o companheiro lhe (a) traiu, se separam (em alguns casos não separam), depois resolve dar uma segunda chance. Mas daí essa pessoa descobre que aquele (a) que traiu está começando com as mesmas conversinhas de demora no trabalho, etc., mesmo que seja verdade, a pessoa traída jamais voltará a ter plena confiança outra vez naquela pessoa. O dilema da dúvida lhe perseguirá para sempre. Quando se perde a confiança em alguém, não há como recuperar de volta, por mais que os esforços pra isso sejam grandes. Como diz uma certa frase: “Não se tem uma segunda chance de se causar uma primeira impressão”. Se um dia acontecer comigo uma traição, não terá segunda chance. Cada um vai seguir sua vida.
Fiquem de olho, não acreditem em mudanças repentinas ou rotinas alteradas. Não acreditem em conversinhas feitas pra te enganar. Não estou dizendo que a infidelidade virou uma epidemia e que todo mundo anda traindo todo mundo. Só digo que nos tempos de hoje é mais difícil encontrar alguém em quem confiar.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Amigos" falsos, cínicos e arrogantes


Quero distância das pessoas que se dizem meus amigos, mas que se mostram pessoas preocupadas somente com o próprio umbigo. Pessoas essas que com o tempo se mostram frias, antipáticas, prepotentes e arrogantes. Alguns “amigos” do passado, hoje acham que têm o rei na barriga, acham que são donos do mundo, e pensam que podem se achar melhores que eu. Dessas pessoas eu quero distância, porque pra mim pessoas falsas e cínicas não têm vez, o mesmo eu digo em relação a bajuladores, puxa-sacos, hipócritas e desleais. Quero saber de pessoas sinceras, companheiras, que eu possa contar com elas em todos e quaisquer momentos, claro que, dentro de suas capacidades e limitações. Durante toda a minha vida tive muitas frustrações com pessoas que eu achava que eram amigas, mas depois eu constatei que passavam longe disso. É muito fácil ser amigo nas horas de festas e alegrias, mas é difícil manter isso nos momentos de dores e tristezas. Não diferente do que me cerca, essa realidade não é diferente da NET, onde tenho contatos no MSN que falam comigo de ano em ano, e olha lá. Não peço pra ninguém falar comigo se não querem falar, mas acho justo que essas pessoas sejam excluídas, e serem mantidas apenas aquelas pessoas que tenham consideração por mim. Há aqueles que eu compreendo que não falam comigo por uma questão de falta de maior afinidade, mas há aqueles que são mais próximos, mas na verdade não se importam se estou aqui. Não careço de amigos, felizmente tenho várias pessoas que considero e que recebo consideração em troca. Falo daquelas pessoas que fingem ser uma coisa, mas no fundo é outra. Sei que o mal das amizades falsas é algo que assola a maioria da população mundial. Aos arrogantes, cínicos, falsos e prepotentes desejo distância de mim, mas nem de longe desejo infelicidade em suas vidas. Desejo sim tudo de bom, longe de mim é claro. 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cine Conquista



Estou apresentando aqui meu novo blog, inteiramente voltado a cinema. Ainda está no começo, faltando vários arranjos a serem feitos. Nele estou colocando todas as postagens já vistos aqui nesse blog. Colocarei também links de postagens de colegas de outros sites e blogs, matérias relacionadas à Sétima Arte, etc. o nome é uma homenagem à minha cidade Vitória da Conquista, que por sinal é terra natal de Glauber Rocha (falecido há 30 anos), considerado o maior cineasta do Brasil.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um Lugar ao Sol




Certa vez Charles Chaplin definiu o filme Um Lugar ao sol da seguinte forma: É o melhor filme que assisti na vida. registra a supremacia do cinema sobre todas as outras formas de arte". Não é difícil entender o porquê de tanta admiração vindo do genial Chaplin; afinal, ele se referia a uma obra-prima que resistiu ao tempo e se tornou um dos maiores clássicos da Sétima Arte. Mas de certo modo esse filme não teria sido o que é se não fosse pela genialidade do diretor George Stevens, um dos maiores realizadores do cinema americano de todos os tempos. Stevens acertou em todas as decisões tomadas ao contar a história de George Eastman (Montgomery Clift), um jovem que se muda para uma cidade e busca no tio uma oportunidade para se estabilizar em um emprego. Começa a trabalhar na linha de montagem da fábrica desse tio. Porém, descumpre a primeira regra que lhe é imposto: Não se envolver com funcionárias da mesma empresa. Conhece Alice Tripp (Shelley Winters) e se mantém secretamente com ela um caso amoroso. Certo dia em uma festa na casa do tio, ele conhece outra jovem, dessa vez da alta sociedade, a bela Angela Vickers (Elizabeth Taylor), iniciando a partir daí um sólido relacionamento com ela. George e Ângela se amam e vivem esse amor, mas o que ele não esperava era que Alice estaria grávida dele e começaria a pressioná-lo para se casar com ela. George vê seus sonhos desmoronarem; se isso vier à tona ele perde seu emprego no qual estava subindo de cargo e perde também seu grande amor. Num momento de desespero, George planeja a morte de Alice e a convida a um passeio de barco. Durante o passeio, o barco vira, Alice morre. George escapa e vai tentar levar sua vida normalmente ao lado de Ângela. Mas nada fica oculto, e as cobranças começam a aparecer para ele. Cobranças da lei pelo “assassinato” de Alice. Se houve de fato um crime, cabe ao promotor Frank Burlowe (Raymond Burr) avaliar. George vai a julgamento, sendo barbaramente atacado por Frank. O final é um dos mais trágicos, levando à punição um homem que amou demais, ficando a pergunta: a omissão de socorro é um crime? O diálogo perto do final, quando o padre pergunta a George o que foi que esse omitiu a todos mas lhe falaria naquele momento, é a peça chave pra se entender todo o pensamento do condenado em relação ao acontecido no momento em que o barco virou.
Baseado no livro Uma Tragédia Americana (1925) de Theodore Dreiser (o autor já era falecido quando o filme foi feito), Um Lugar ao Sol se tornou célebre por vários motivos, um deles era sua história forte e envolvente, na qual falava de ambição, condutas instáveis, rompimentos de regras, intolerância, desobediência e fatalidade. É interessante lembrar que um dos fatores para o declínio do personagem é a desobediência, quando ele rompe com o seu passado religioso e vai de encontro a uma vida de ambições, levando-o à ruína. O filme parece dizer ao personagem George Eastman: “Você tem todo o direito de buscar uma vida de ambições e prazeres, mas esteja preparado para arcar depois com as conseqüências”. A história é cruel com seus personagens, vai lhes dando alguns momentos de felicidade, para no final só lhes restarem dores e aflições.
Dirigido com maestria pelo consagrado diretor George Stevens, um gênio do cinema, considerado perfeito na condução de atores. Antes de Um Lugar ao Sol, dirigiu filmes como Ritmo Louco Gunga Din e A Primeira Dama. Depois fez o ótimo faroeste Os Brutos Também Amam, o épico Assim Caminha a Humanidade, o comovente O Diário de Anne Frank (1959) e o bíblico A Maior História de todos os Tempos. Em seus filmes predominavam a intolerância e o destino muitas vezes trágico. Ele deu aqui o melhor papel da carreira do excelente ator Montgomery Clift que está fenomenal no papel do trágico protagonista. Clift em muitas cenas não precisa dizer nada para expressar o que está sentindo, seu olhar diz tudo. A cena do barco por exemplo, em que ele passa pelo dilema em assassinar ou não a moça no qual engravidara, simplesmente entrega uma interpretação fora de série, algo simplesmente magistral. Clift era daqueles atores que era ótimo em todos os papéis. Trabalhou entre outros, com Howard Hawks no ótimo faroeste Rio Vermelho, com Alfred Hitchcock em A Tortura do Silêncio, com Fred Zinnemann no premiado À um Passo da Eternidade, com Stanley Kramer no contundente Julgamento em Nuremberg e com John Huston em Os Desajustados e Freud – Além da Alma.
Elizabeth Taylor (uma das mais belas atrizes de Hollywood) foi revelada nesse filme e não parou mais de brilhar, em filmes como Assim Caminha a Humanidade (novamente dirigido por George Stevens), Gata em Teto de Zinco Quente (uma de suas melhores interpretações), Cleópatra (um épico que fracassou), Disque Butterfield 8 (primeiro Oscar de sua carreira) Quem tem medo de Virgínia Woolf? (segundo Oscar) e A Megera Domada. Shelley Winters era uma atriz que os diretores gostavam de trabalhar, porque ela dava plena credibilidade a seus personagens. Alguns de seus melhores filmes são Winchester 73, O Mensageiro do Diabo, O Diário de Anne Frank, Lolita e O Destino do Poseidon. Raymond Burr (que faz o promotor) é mais lembrado pelo público como o assassino no clássico Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock. Anne Revere que interpreta a mãe do protagonista, está em obras importantes como A Canção de Bernadette e A Luz é para Todos.
Um Lugar ao Sol teve nove indicações ao Oscar, levou seis nas seguintes categorias: Direção (o primeiro de Stevens, que viria a ganhar novamente por Assim Caminha a Humanidade), Roteiro adaptado, direção de arte em preto e branco, figurino em preto e branco (para a excelente Edith Head), montagem e trilha sonora (para Franz Waxman). Assim como Marlon Brando em Uma Rua Chamada Pecado, Montgomery Clift também dá um show de intrepetação em Um Lugar ao Sol, mas ambos perderam o Oscar pra Humphrey Bogart por Uma Aventura na África.
Um Lugar ao Sol pode ser visto como um estudo sobre o amor, atitudes precipitadas, ambição, ruína, desespero e conseqüências. Mas antes de tudo deve ser visto como uma das maiores obras do cinema mundial. Como todas as grandes histórias de amor do cinema, aqui também o que parecia ser um amor para a vida toda, termina de forma trágica. Imperdível para cinéfilos e também quem busca uma ótima e triste história de amor.


Nota: 5 de 5

Ttitulo original:
A Place in the Sun

Lançamento: 1951 (EUA)

Direção: George Stevens

Atores: Montgomery Clift, Elizabeth Taylor, Shelley Winters, Raymond Burr, Anne Revere.  

Duração: 122 minutos

Drama

domingo, 19 de setembro de 2010

O coelho, o rato, o gato e o cachorro




Constantemente ligamos a TV e assistimos matérias jornalísticas nos informando que em vários lugares do planeta está ocorrendo guerras, violências, desentendimentos. Muitas vezes nem é preciso ligar a TV pra constatar que a falta de paz é algo infelizmente real em nosso dia-a-dia. O ser humano em grande parte parece desconhecer o significado da palavra harmonia. E quando vemos uma foto em que um coelho, um rato, um gato e um cachorro conseguem viver harmoniosamente, percebemos que os maiores animais irracionais talvez não sejam eles.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Suicídios no viaduto

Há alguns anos houve aqui em minha cidade uma onda de suicídios em um viaduto bem próximo do centro. Sem explicação aparente, eram entre uma e duas pessoas por semana que cometiam tal ato, durante semanas consecutivas. Haviam aqueles que morriam de imediato, haviam quem morresse a caminho do hospital, e haviam também quem não morria e ficava com graves seqüelas. Já houve até mesmo caso de pessoas que conseguiam evitar que alguém pulasse dali. E como hoje em dia fazem piada sobre tudo, faziam piada na época dizendo que era perigoso passar por baixo desse viaduto, sobre risco de ter alguém caindo em cima.
Alguma coisa precisava ser feita pra parar aquela onda de suicídios. Tentavam de tudo (ajuda comunitária, conselhos pela rádio, etc.), mas nada adiantava. Ou na verdade tentavam quase tudo, porque certo dia colocaram umas placas nos postes desse viaduto que acabou resolvendo esse grave problema. Nas placas estavam escritos versículos bíblicos. Em geral Salmos. Quem ali duvidava que a Palavra de Deus tivesse (e tem) poder, hoje com certeza não duvida mais. Porque depois dessas placas, nunca mais houve um suicídio naquele viaduto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Alguns cuidados básicos com aparelhos de DVDs


Dizem por aí que filmes piratas em DVD estragam o aparelho de DVD (ou DVD player). Não sei se isso é verdade ou história pra boi dormir. Só sei que não adianta também passar só DVDs originais se esses estiverem em péssimas condições, como arranhados, sujos ou empoeirados. Acho que o ideal é que os DVDs estejam todos limpos, sem poeira e que não estejam com aqueles cortes feios nem arranhões. 

Três dicas importantes para que seu aparelho de DVD tenha uma maior durabilidade:

- Quando você estiver assistindo a um filme e precisar pará-lo pra ir tomar um café, ir ao banheiro, atender o cel./porta, ou qualquer outra coisa, procure nunca pausar o filme. Filme pausado mantém a imagem estática (parada), e isso não faz bem nem ao aparelho de DVD e muito menos à TV. A imagem quando fica estática acaba forçando dispositivos que consequentemente forçam a tela da TV e também o leitor do aparelho de DVD. É por isso que existem os protetores de telas, pra não deixar que a tela fique paralisada por muito tempo; senão aumentam os riscos de queimar os aparelhos. É por isso que os monitores de PCs e até mesmo os celulares têm protetores de telas. O ideal seria apertar a tecla STOP do seu aparelho de DVD, quando você retornar, aperte PLAY e ele prosseguirá normalmente de onde parou. Há DVD players que, ao apertar STOP, ele vai pro início de tudo novamente, dando mais trabalho, sendo assim é preferível que você marque de onde parou. Pode parecer que é um trabalhão fazer isso, mas é bem melhor do que você ter que comprar outro aparelho. Daí vem a pergunta: “Pra que então serve a função “pause”? Resposta: Pra você ver uma imagem “congelada” por alguns segundos ou, quando mal usado serve pra danificar seus aparelhos.

- É aconselhável que nunca se coloque um aparelho eletrônico perto demais um do outro. O magnetismo de cada aparelho quando ficam perto demais, acabam por afetá-los. Se seus aparelhos são colocados cada um em uma repartição separada da estante ou rack, aí tudo bem, mas se ficam juntos sem nada os separando, aí é problema futuro na certa. Já vi casos em que o aparelho de DVD fica em cima da TV e ao lado do aparelho de som. Isso é um erro gravíssimo. É por isso que muitas TVs apresentam em pouco tempo perda de cores ou imagens duplas (fantasmas). É o campo magnético do aparelho vizinho atuando nela. É preferível que se mantenha uma distância de pelo menos 20 cm de um aparelho pro outro.

- Um erro muito comum que eu vejo acontecer em relação aos aparelhos de DVDs é a mania de se empurrar a gavetinha com a mão. Nunca se deve fazer isso. O aparelho já é projetado pra fechar ou abrir a gavetinha através da tecla “open/close” no controle remoto ou no próprio aparelho. Quando você fecha a gavetinha com a mão, está forçando essa parte do seu aparelho, que, diga-se de passagem, é uma das partes mais fáceis de ser danificada. Por causa de uma peça que não se teve o devido cuidado de manusear (ou por pura preguiça de apertar um botão), você depois terá que levar seu aparelho pra assistência técnica ou até mesmo comprar outro. Essa dica serve também pra aparelhos de CDs, PCs e notebooks.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Uma Rua Chamada Pecado


Quase 60 anos depois, o clássico Uma Rua Chamada Pecado demonstra sua força e só fica ainda melhor com o tempo. E não é difícil entender o fascínio que esse filme causa entre os cinéfilos que sabem apreciar um ótimo filme. Aqui temos Marlon Brando em um de seus primeiros papéis, interpretando o temperamental Stanley Kowalski, um homem que domina os sentimentos de sua esposa Stella Kowalski. Stanley é explosivo, imprevisível e rude, mas manipula a esposa através de sentimentos e desejos. Mas este vê as coisas dificultarem para o seu lado quando a cunhada Blanche DuBois vai visitá-los. Blanche é o inverso de Stanley, ela é frágil, indecisa e desiludida, uma mulher em busca de respostas, mas fugindo de um passado problemático com o marido que se suicidou. Stella, esposa de Stanley tenta se opor aos anseios deste, mas acaba por sucumbir sempre aos truques e provocações, por vezes chantagens emocionais. Blanche não se agrada do comportamento de Stanley, e condena suas atitudes grosseiras. Começa aí um choque de idéias e comportamentos. Mitch, um amigo de Stanley começa a cortejar Blanche e tratá-la com cavalheirismo, indo contra as atitudes do amigo, elevando ainda mais a discórdia naquela casa.
Baseado na peça teatral Um Bonde Chamado Desejo, do dramaturgo americano Tennessee Williams, esse texto é uma das mais contundentes manifestações artísticas dos anos 40, uma obra-prima que o diretor Elia Kazan só fez engrandecer ainda mais em sua versão cinematográfica. Poucas vezes na tela do cinema um filme funcionou tão perfeitamente quanto Uma Rua Chamada Pecado. A direção de Kazan é primorosa, uma verdadeira aula cineematogáfica. Kazan é conhecido por ter sido um dos fundadores do Actors Studio, uma associação que tinha por objetivo formar atores com um alto índice de qualidade nas interpretações. Ganhou seu primeiro Oscar dirigindo Gregory Peck no sucesso anti-semita A Luz é para Todos (1947). O segundo seria com Sindicato de Ladrões (1954). Sempre conduziu magistralmente seus atores, entre eles James Dean em Vidas Amargas (1954). E é em Uma Rua Chamada Pecado que reside talvez a atuação de um elenco mais magistral da história do cinema. Nunca um filme conseguiu ter atores tão excepcionais em inteira sintonia. Dos quatro atores principais, vamos começar por Marlon Brando, que na minha opinião foi o maior ator do cinema mundial de todos os tempos. Brando era de um carisma fora de série. Seu método de interpretação era intensa, única. Aluno do Actors Studio, Brando além de Uma Rua Chamada Pecado, brilhou muito em filmes como Viva Zapata! (de 1952, onde faz um inesquecível mexicano no papel-título, dirigido por Kazan), Júlio César (1953, no papel de Marco Antonio), Sindicato de Ladrões (1954, ganhando seu primeiro Oscar, em outro filme de Elia Kazan), O Poderoso Chefão (1972, ganhando seu segundo Oscar, no qual ele recusou ir recebê-lo), O Último Tango em Paris (1973, uma das maiores interpretações masculinas de todos os tempos) e Apocalypse Now (1979, ele aparece pouco tempo como o transtornado coronel Kurtz, mas é suficiente pra roubar o filme). Pra quem gosta do cinema comercial, Brando é mais conhecido pelo filme Superman, onde interpreta o pai verdadeiro do homem de aço. Vivien Leigh fez alguns filmes alguns filmes e faleceu mais de 30 anos antes do que os outros três atores principais com os quais ela contracena; sua morte foi no ano de 1967. Vivien teve sua primeira aparição no cinema com o célebre clássico ...E o Vento Levou (no inesquecível papel de Scarlett O’Hara), um dos melhores filmes de todos os tempos no qual ela ganhou seu primeiro Oscar de melhor atriz, o que se repetiria em Uma Rua Chamada Pecado. Daí pra frente Vivien já havia se tornado uma das grandes estrelas de Hollywood. Um de seus maiores sucessos foi A Ponte de Waterloo. Karl Malden (falecido no ano passado) foi um dos atores mais confiáveis de Hollywood e um dos mais talentosos. Trabalhou em conjunto com Marlon Brando em alguns filmes, entre eles A Face Oculta (1961, único filme dirigido por Brando). Kim Hunter foi a segunda do elenco a falecer (em 2002). Ela é mais lembrada pelo sucesso O Planeta dos Macacos (1968) em que faz a personagem Zira, uma macaca que ajuda os humanos. Por Uma Rua Chamada Pecado Malden e Hunter venceram os Oscars de ator e atriz coadjuvante, respectivamente.
O texto de Tenessee Williams era bastante ousado para a época, pois falava de relacionamentos conturbados, desejos reprimidos (Fica subentendido que Blanche sentia atração por Stanley), insinuações sexuais, tendências homossexuais e vários outros assuntos que pra época era algo que não se discutia em qualquer lugar. O título original A Streetcar Named Desire não foi traduzido corretamente aqui no Brasil, possivelmente por conter a palavra “desejo”, sendo substituído por Uma Rua Chamada Pecado. A peça escrita em 1947 (quatro anos antes do filme) foi encenada nos palcos americanos. por Marlon Brando, Jessica Tandy (de Conduzindo Miss Daisy), Kim Hunter e Karl Malden. Vivien Leigh participou da versão londrina, ao lado de Bonar Colleano e Renee Asherson.
Uma Rua Chamada Pecado é um filme que cresce à medida que a tensão entre seus protagonistas vão aumentando, culminando na cena em que Stanley descobre o segredo do passado de Blanche e não hesita em contar pra todos ali, acabando de vez com aquela mulher amargurada. Entre as cenas mais marcantes, a que mais se destaca é aquela que Brando chega na frente de sua casa e grita: Hey, Stela! Toda essa cena é de um primor extraordinário.
Estranhamente, dos quatro atores principais em cena, Brando foi o único a não ser premiado com o Oscar. O filme também levou o Oscar de melhor direção de arte. Foram quatro prêmios entre onze indicações.
Uma Rua Chamada Pecado é o maior exemplo de como se adaptar uma peça teatral para as telas sem se tornar chato e cansativo. Um clássico absoluto.



Nota: 5 de 5

Ttitulo original: Streetcar Named Desire

Lançamento: 1951 (EUA)

Direção: Elia Kazan

Atores: Marlon Brando, Vivien Leigh, Karl Malden e Kim Hunter

Duração: 125 minutos

Drama



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Palíndromo

Pra quem não sabe, palíndromo é uma palavra, frase ou número que pode ser lido de trás pra frente, ou da esquerda pra direita e vice-versa. Vai de pequenas palavras até frases grandes.

Eis alguns exemplos de palindromos:

Uma palavra:

Asa

Ovo 
Mussum
Arara
Radar
Reviver
Rodador
Mirim
Osso
Rapar


Duas palavras:

Alô bola

Ato idiota
Luz azul
Ladra pardal
Rede ceder
Lata natal
 

Três palavras:

Amor à Roma

Após a sopa
O céu sueco
Oi, rato otário
Tucano na CUT


Quatro palavras:

Livre do poder vil

O galo no lago
A torre da derrota
Ali, lado da Lila
A sacada da casa


Cinco palavras:

A cara rajada da jararaca

Rir, o breve verbo rir
Oh nossas luvas avulsas, sonho...


Mais palavras:


Zé de Lima, Rua Laura, Mil e Dez

Ah, livre era papai noel, Leon ía papar é ervilha

Acata o danado... e o danado ataca

A semana toda lemos: só melado tá na mesa

Ararás. A cuca roda. Ata é bom semear. Assem-a sem ovo, mês a mês, sara. E mesmo beata, a dor, a cuca sarará

Assim a aluna anula a missa

E até o Papa poeta é

E telas eram usadas à caneta até na casa da Sumaré, Salete!"

 
Em roda, tropa; após a sopa, à porta dorme

Lá tá no novo; e sem o califa na fila come-se ovo no Natal

O romano acata amores a damas amadas e Roma ataca o namoro

Oto come doce seco de mocotó

Reverta é verbo, O vivo breve é, Sabe bem amá-lo o Lama, Me beba se é verbo vivo, O breve atrever

Seco de raiva, coloco no colo caviar e doces

Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos

Eva, a rara ave, aérea é. Vá, arara. Ave



O interessante é pesquisar e descobrir os inúmeros palíndromos feitos, e até mesmo tentarmos criar alguns. O maior palíndromo da nossa língua tem 320 palavras e foi feito pelo palindromista Ziro Roriz. Reparem como o nome dele também é um palíndromo.

sábado, 28 de agosto de 2010

A Morte do Super-Homem



As histórias em quadrinhos são reconhecidas nos dias de hoje como uma arte outrora desvalorizada no passado por muita gente. Muitos não davam crédito às histórias em quadrinhos (ou HQs) e as consideravam de baixo nível artístico. O fato é que isso na verdade faz parte de uma injustiça que aos poucos foi sendo corrigida. Nos anos 80, obras como Batman – O Cavaleiro das trevas, Batman – Ano Um, Watchmen e Crise nas Infinitas Terras, entre outras, abriram espaço para as HQs brilharem. Não que antes delas não houvesse qualidade, muito pelo contrário. Mas foi nos anos 80 que estourou um gosto maior pelos quadrinhos. Autores e desenhistas ganhavam projeção mundial e tudo foi se elevando a um patamar hoje reconhecido como arte verdadeira.
Sempre fui grande admirador de HQs, tenho minha coleção até hoje. Mas uma coisa precisamos ser justos, há uma certa inverossimilhança em algumas dessas histórias que não poderia passar em branco. Sempre me perguntei por que havia uma sede das empresas de HQs em matar personagens famosos só pra depois revivê-los e ficar às claras que tudo foi uma grande jornada publicitária só pra vender vários exemplares, dando uma nova alavancada numa indústria que vez ou outra se mostra em crises financeiras.
Quando em 1993 foi anunciada uma nova saga chamada A Morte do Super-Homem, vi que haviam chegado ao extremo do absurdo. Afinal de contas, todos sabiam que um dia mais cedo ou mais tarde teriam que "ressuscitá-lo" e dar continuidade às suas histórias, porque não se tratava de um coadjuvante sem importância ou um personagem que não havia dado certo, mas sim o super-herói mais famoso e imitado do mundo.
Nos anos 80, um personagem da editora Marvel matou um personagem importante chamado Capitão Marvel, o nome era A Morte do Capitão Marvel. Mas essa história é tão bem feita que se tornou um clássico. Ele não voltaria mais e tudo ficou naquilo mesmo. Confesso que é uma das melhores HQs que já li. Mas posso dizer que foi uma rara exceção. Em A Morte do Super-Homem, vemos que tudo foi feito como uma jogada de marketing para vender muitas revistas e evitar um possível cancelamento das histórias do homem de aço, ou seja, nada melhor do que causar uma enorme revolução pra depois usar isso a favor próprio. A história é bem simples: o Super-Homem enfrenta um ser alienígena chamado Apocalypse. Em meio a uma enorme batalha, o kriptoniano e o monstro acabam morrendo. Nem discuto as qualidades ou os defeitos da obra, sendo que há um pouco dos dois nela, mas sim essa gigantesca jogada pra vender exemplares. A saga A morte do Super-Homem foi publicada aqui no Brasil numa edição com 160 páginas, ao que se seguiram a mini-série Funeral para um Amigo e logo depois O Retorno do Super-Homem. Nem preciso dizer que tudo isso funcionou às mil maravilhas e tirou o personagem das baixas vendas e de histórias fracas que ele vivia na época e projetou a uma nova fase de bons autores, boas idéias. Esse foi o saldo positivo disso tudo. Sendo assim, a saga da morte acaba sendo mais um objeto de curiosidade (ou apelação) do que propriamente algo artístico, dando um novo impulso e vindo a ser importante o que viria depois disso.
Em 2007 foi lançada uma animação chamada  A Morte do Superman (na tv e cinema o personagem é chamado por seu nome no original em inglês), baseada na HQ. Pra quem não gosta de histórias em quadrinhos ou tem dificuldade pra achar essa obra, vale dar uma conferido nesse desenho animado.
A HQ a Morte do Super-Homem não é uma história ruim (ainda que não tenha grande inspiração e de certa forma não funcione tão bem), ficando como nostalgia para os colecionadores de HQs. Mas com certeza não estará na lista das melhores obras em quadrinhos já feitas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Filmes que fazem refletir

Vou fazer uma série de comentários sobre filmes, destacando alguns ótimos exemplares em cada gênero ou grupo específico. Pra começar, fiz uma listagem de 20 filmes que mexem com as emoções e têm muito a dizer. São 20 filmes que tratam de assuntos diversos, mas que têm em comum o fato de serem histórias que emocionam e fazem refletir. São filmes que merecem ser vistos e revistos. Alguns deles são exibidos por professores e orientadores em colégios, escolas e instituições. Os filmes relacionados abaixo que tiverem escrito LIVRE podem ser exibidos tranquilamente para alunos de qualquer faixa etária, os demais ficam a critério dos exibidores. Posteriormente, farei uma segunda lista, acrescentando outros filmes que aqui ficaram de fora pra não estender demais.


Sociedade dos Poetas Mortos (1989):
Na Inglaterra dos anos 60, um professor (Robin Williams) tenta quebrar o conservadorismo de um rígido colégio, mostrando aos seus alunos que eles têm o direito de serem livres, aproveitando suas vidas de maneira extraordinária. Mas seus métodos nada conservadores não agradam a todos e isso irá gerar graves conseqüências. Obra-prima do diretor Peter Weir. Um filme emocionante que, mais de 20 anos depois continua super atual. Venceu o Oscar de Roteiro original. LIVRE.

O Óleo de Lorenzo (1991):
Um casal (Nick Nolte e Susan Sarandon) tem suas vidas mudadas quando seu filho apresenta uma grave doença diagnosticada como ADL. Depois de procurarem ajuda médica e verem que há falta de medicamentos e até mesmo de atenção, resolvem eles mesmos partirem a uma difícil jornada pela cura da criança. Baseado na história real de Lorenzo Odone, falecido em maio de 2008. Filme difícil e comovente que leva às lágrimas. Dirigido por George Miller. LIVRE.

Garota, Interrompida (1999):
Uma jovem (Winona Ryder) com distúrbio de personalidade é internada pelos pais em um hospital psiquiátrico. Lá, ela descobre uma nova razão de viver, conhecendo seus limites e descobrindo que sua maior adversidade é ela mesma. Aos poucos vai se dando conta que as pacientes são dominadas por uma das internas (Angelina Jolie). Eficiente drama do diretor James Mangold. Oscar de atriz coadjuvante para Jolie.

Longe Dela (2007):
Uma mulher de meia idade (Julie Christie) vê sua vida desmoronar quando descobre estar com o mal de Alzheimer. Mesmo com a relutância do marido (Gordon Pinsent), ela se interna em uma clínica. Ele, sem poder visitá-la no primeiro mês, descobre depois que ela se afeiçoou a um antigo namorado. Por amor, ele então vai aceitando tudo aquilo, compreendendo que tudo faz parte da doença. Filme tocante e de uma leveza magnífica, dirigido pela atriz Sarah Polley. LIVRE.

O Expresso da Meia-Noite (1979):
Um estudante americano (Brad Davis) entra na Turquia com a droga haxixe amarrado pelo corpo. No aeroporto ele é detido e levado à prisão. Lá ele vai viver o pior pesadelo de sua vida, sendo regularmente espancado e humilhado. Seus julgamentos parecem levá-lo apenas a permanecer mais tempo ali. Um dos filmes mais barra-pesada do cinema, de grande impacto emocional. Vencedor de 2 Oscars. Direção de Ala Parker.

Meu Pé Esquerdo (1989):
O drama de Christy Brown (Daniel Day-Lewis), irlandês que nasceu com uma paralisia cerebral. Seus movimentos estendem-se apenas a seu pé esquerdo, e é através dele que Brown vai se tornar um dedicado escritor e pintor. Brown luta para superar suas dificuldades, contando com a ajuda de familiares e amigos. Primeiro Oscar de melhor ator para Day-Lewis e de atriz coadjuvante para Brendan Fricker. Direção: Jim Sheridan. LIVRE

Hotel Ruanda (2006):
Em Ruanda no ano de 1994, durante choques de dois povos, um massacre arrasa milhares de pessoas. O gerente de um hotel (Don Cheadle) se esforça para salvar vidas, escondendo ali várias pessoas. Aos poucos ele vai descobrindo que seu próprio povo pode ser o maior inimigo de si mesmo. Baseado em uma história real, esse filme denuncia um dos vários regimes autoritários vigentes na África, de forma crua e direta. Direção: Terry George.

Quando um Homem Ama uma Mulher (1994):
Um piloto (Andy Garcia) vê seu casamento desmoronar aos poucos quando sua mulher se entrega ao alcoolismo. Para não perder a mulher amada (Meg Ryan), ele faz de tudo para livrá-la do vício, nem que para isso tenha que abandoná-la por uns tempos. Drama romântico que exemplifica muito bem o amor de um homem por uma mulher. Direção: Luis Mandoki. LIVRE.

Uma Lição de Amor (2001):
Um pai com atraso mental (Sean Penn), consegue cuidar sozinho de sua pequena filha (Dakota Fanning), mas de acordo ela vai crescendo, as coisas vão piorando para ele. Evitando ser mais inteligente que o pai, ela decide não evoluir nos estudos, fazendo com que a justiça tente tomá-la dele. Comovente história que trata do amor entre pai e filha. Direção: Jessie Nelson. LIVRE.

Shine – Brilhante (1996):
A história real do pianista australiano David Helfgott (Geoffrey Rush), sua trajetória de lutas e superação, contada desde sua infância em turbulência com o pai, passando pela adolescência quando ele surta em plena apresentação, e concluindo com sua fase adulta e o reconhecimento do público. Belíssimo drama vencedor do Oscar de melhor ator para Rush. Direção: Scott Hicks. LIVRE

Nascido em 4 de Julho (1989):
Ron Kovic (Tom Cruise) é um jovem americano que sonha em defender o seu país na guerra do Vietnã. Ferido em combate, fica deficiente. Ao ver o mundo através de uma cadeira de rodas, vê seus ideais patrióticos irem embora e vai se dando conta que participou de uma guerra mentirosa e insana. Agora, indo contra seus antigos conceitos, luta para expor suas idéias contra a guerra. Fortíssimo filme, o melhor protagonizado por Cruise, e dirigido por Oliver Stone. Vencedor de 2 Oscars.

Menina de Ouro (2004):
Uma garçonete tem o sonho de virar uma boxeadora e mudar de vida. Ela pede ajuda a um boxeador que a princípio lhe desanima. Mas ela não desiste e quer ir até o fim com os treinamentos. Seu sonho é realizado, mas uma tragédia lhe deixa sem movimento no corpo. Vendo-a sofrer, o treinador recebe dela um último pedido que mudará para sempre suas vidas. Obra amarga e triste, um dos melhores filmes dirigidos por Eastwood. Vencedor de 4 Oscars.

Filhos da Guerra (1991):
Para não ser morto em um campo de concentração durante a segunda guerra Mundial, um jovem judeu (Marco Hofschneider) se disfarça de soldado nazista e consegue engana-los. Para não ter seu disfarce revelado, ele precisa levar adiante de qualquer maneira sua nova vida. Filme alemão que foi proibido pelo próprio país de participar da seleção a finalista de filme estrangeiro, devido ao alto teor crítico presente na obra. Direção: Agnieszka Holland.

Farrapo Humano (1945):
Um homem alcoólatra (Ray Milland) já não consegue ao menos levar adiante sua vida de escritor, vindo a estragar também seu relacionamento com a namorada. Ela tenta ajuda-lo, mas ele se entrega cada vez mais ao vício, até que um dia vai parar em uma clínica de reabilitação. Fugindo de lá, tem um delírio em seu apartamento. Filme contundente sobre o vício alcoólico. Vencedor de 4 Oscars. Direção: Billy Wilder. LIVRE.

O Lenhador (2004):
Um homem (Kevin bacon) sai da prisão depois de 12 anos, acusado de pedofilia. Ele vai morar em um apartamento que fica em frente a uma escola primária. Seu agente da condicional lhe visita sempre, com bastante hostilidade. Enquanto isso, seus colegas de trabalho se afastam dele. Uma menina começa a lhe fazer remeter ao passado. Filme polêmico que trata de um assunto bastante controverso, com um final que é um soco no estômago. Direção: Nicole Kassell.

Kramer Vs. Kramer (1979):
Ted Kramer (Dustin Hoffman) certo dia te uma desagradável surpresa: sua mulher Joanna Kramer (Meryl Streep) lhe abandona e deixa o filho pequeno com ele. Inconformado, porém ele tem que levar a vida adiante e precisa reconciliar seu trabalho e os cuidados do filho. Mas o futuro lhe reserva outra surpresa: Joana retorna depois de algum tempo, entrando na justiça pela guarda do filho. Bom drama, com final triunfante. Vencedor de 5 Oscars. Direção: Robert Benton. LIVRE.

Hurricane - O Furacão (1999):
História real do lutador de boxe Rubin 'Hurricane' Carter (Denzel Washington)que nos anos 60 foi injustamente condenado por um crime que não cometeu. Na prisão, ele escreve um livro sobre sua vida. Um grupo de leitores ativistas se comove pela história e tenta encontrar e juntar provas que provem sua inocência. Drama que fala sobre o racismo e a intolerância, com um ótimo desempenho de Denzel que lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor ator. Direção: Norman Jewison. LIVRE.

O Doce Amanhã (1997):
Um grave acidente de ônibus escolar acaba matando todos, exceto uma aluna. Um advogado tenta convencer os familiares das vítimas a processar a empresa e ganhar indenização. Mas, ele vai descobrindo que as pessoas talvez não estejam preparadas pra pensarem em dinheiro num momento daquele. Enquanto isso, a única sobrevivente é molestada pelo próprio pai. Drama que trata de assuntos dolorosos, sempre difícil de assistir. Direção: Atom Egoyan.

Os Gritos do Silêncio (1984):
Durante a invasão do Camboja, um jornalista (Sam Waterston) tenta tirar seu guia (Haing S Ngor) daquele país antes que este seja morto. Mas o guia é mandado a um campo de prisioneiros, onde é torturado. A única forma de sobrevivência parece ser a fuga. Um dos filmes que melhor define o estado de alerta e miséria em que se transforma uma cidade dominada pela guerra. Vencedor de 3 Oscars. Direção de Roland Joffé.

Gente como a Gente (1980):
Um acidente de barco acaba matando um jovem. Sua família fica profundamente abalada, mas é o irmão que estava também no barco, que acaba sendo o mais afetado. Ele acha que é o culpado pela tragédia. Sua mãe não lhe dá a devida atenção, enquanto o pai se revela mais humano. O jovem então começa a fazer tratamentos psiquiátricos. Drama que foi muito importante em sua época e que até hoje ainda mexe com as emoções, dirigido pelo ator Robert Redford. Vencedor de 4 Oscars. LIVRE

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Maria-vai-com-as-outras



Não sei se é do conhecimento de todos, mas a expressão “Maria-vai-com-as-outras" se refere a pessoas que se deixam levar pelo que outras pessoas falam. Fazem tudo que lhe mandarem, ou seja, não têm opinião própria e andam com as “pernas” dos outros. Já vi e convivi com muitas pessoas assim, pessoas essas que parecem não terem discernimento próprio e precisam dos outros para lhes dizer o que deve ser dito ou feito. De início, acho que isso comprova uma falta de amadurecimento, falta até mesmo de personalidade, se subjugando a opiniões alheias. Obviamente há conselhos e dicas que vêm em boa hora, mas isso se dá em alguns momentos, não algo permanente em nossas vidas. É importante notar que, algumas pessoas se aproveitam dessas pessoas “manipuláveis” e começam a tomar conta total de suas vidas.
Um dia alguém me disse: “Se uma pessoa quer tomar atitudes em sua vida, mas não tem certa coragem pra isso, vá a um bar e ‘toma uma’, assim ficará preparado pra qualquer decisão”. Só olhei pra aquele pobre coitado e constatei que, se eu me deixasse levar pelos seus conselhos, eu estaria hoje pelas sarjetas da vida. É preciso saber quem está do nosso lado, nos orientando nos momentos em que estamos precisando de apoio. Digo isso, porque há de se tomar cuidado com os despeitados, invejosos e maldosos que podem acabar nos prejudicando ainda mais.
Vou dar alguns exemplos de Maria-vai-com-as-outras”:

*Uma mulher arruma um namorado, ela gosta dele, mas algumas amigas dela não se simpatizam com ele e começam a dizer a ela que ele é feio, sem graça, sem dinheiro, etc. Mesmo que elas saibam que ele a faz feliz. Atitudes assim vêm de pessoas despeitadas e invejosas. Algumas dessas pessoas colocam mil e um defeitos até mesmo porque começam a se interessar pelo mesmo rapaz, ou porque estão sozinhas e se sentem mal por verem que uma amiga próxima encontrou a felicidade que para elas ainda não chegou.
*Há homens que, pra mostrarem que são os tais, deixam as mulheres em casa nos fins de semana e vão nos embalos dos amigos e enchem a cara. Depois reclamam que o casamento vai mal.
*Uma moça só compra as roupas que vê nas novelas, parece não ter opinião própria. O certo é cada um ter seu estilo. Esse negócio de moda é algo imposto pela mídia e pela sociedade de consumo.
Algumas pessoas falam que gostam de um determinado filme ou música, só porque são os mais vistos ou tocados, respectivamente. Se são “do momento” então está tudo bem, segundo eles. Não importando que pode se tratar de péssimos produtos artísticos.
Sempre tomei minhas próprias decisões, não me deixando levar pelos outros. Se acertei ou se errei, tenho consciência de que foram decisões tomadas por mim, ou então em alguns dos casos, com a ajuda de meus pais e às vezes algumas poucas pessoas que eu sei que eu poderia (e posso) contar com eles.
Se você se deixar levar pelos outros, logo essas pessoas estarão manipulando sua vida. Opinando-lhe sobre que roupa você deve usar; qual programação você deve assistir; como você deve agir com seu esposo (a), namorado (a); o que seu filho deve comer, que horas ele deve dormir...

domingo, 15 de agosto de 2010

TOC

Quando eu morava em meu antigo bairro, eu percebia que uma vizinha ao sair, trancava o portão. Até aí tudo normal. Mas ela todos os dias retornava de uns 5 metros e verificava se o portão estava de fato trancado. Fazia isso sempre, todos os dias, feito um ritual. Atitudes assim, repetitivas como uma espécie de obsessão, são conhecidas como TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Algo que está na mente do ser humano que o faz repetir atos e gestos, ou evitar fazê-lo para que não aconteça nada posteriormente.
Certa vez um canal de TV, passou em um programa uma série de reportagens especiais sobre pessoas que sofriam desse mal. Entre os casos que mais chamaram a atenção, destaco dois:
A mulher que não deixava seu filhinho pegar em nada, com medo que ele se contaminasse. Limpava a casa incessantemente, só sossegando quando via que ali não havia um único grão de poeira.
O homem que guardava todas as embalagens de produtos consumidos por ele. Na sua concepção, um dia ele iria precisar daquelas embalagens. Sua casa estava de plásticos e papéis até o teto. 


O TOC é isso, a pessoa não percebe que está agindo em excessos e exagera em seus atos diários. Tudo é motivo de ações persistentes.
Há pessoas que:
Todas as vezes que pega no celular, lava as mãos depois, com medo de estar com radiação.
Organizam no prato todos os tipos de comidas: feijão em um canto, arroz no outro, carne no outro, macarrão no outro, salada no outro e por aí vai.
Se piscar um olho, tem de piscar o outro. Se coçar um lado das costas, tem de coçar o outro lado também. Se tocar no apagador na parede com uma mão, tem que tocar com a outra mão. Se virar o pescoço pra um lado, vira pra o outro lado também.
Não dorme direito, indo sempre ver se o gás de cozinha está desligado.
Ao dormir, coloca os chinelos um ao lado do outro de forma a se encaixar perfeitamente dentro de uma das cerâmicas do chão.

Um dos sintomas mais comuns do TOC é a lavagem excessiva das mãos. Há pessoas que lavam as mãos pelo simples fato de lavá-las sem ter necessariamente pego em qualquer coisa.

TRANSTORNO: Tudo aquilo que afeta, agride e incomoda
OBSESSIVO: Atos/ações constantes que causam desconforto e ansiedades
COMPULSIVO: Algo repetitivo

Pensamentos indesejados (também chamados de sofismas) tais como: morte, blasfêmias, traições, de natureza sexual, pedofilia e incesto também são considerados TOC. Note que tudo isso é em relação a pensamentos, não aos atos em si.
Dúvidas que se tornam persistentes, com uma freqüência acima do normal, bem comuns em pessoas depressivas, também são transtornos.

Sabe aquele filme que você não para de ficar lembrando, ou aquela música que não lhe sai da cabeça? Pois é, também são sinais de TOC.
Às vezes cria-se uma obsessão em tentar se lembrar de uma situação, ou de onde já viu tal pessoa antes, sendo que o melhor a fazer é relaxar e esquecer, a lembrança vem depois quando menos se espera.
Se você procura por algo que não sabe onde colocou, e age de forma desesperada, pode ter certeza que esse algo que você procura pode estar em seu bolso ou em sua frente, mas devido ao seu nervosismo, você fica “cego” e não consegue se dar conta de que aquilo está mais perto de você do que você supõe.
No filme Jumanji há uma cena interessante: Uma mulher pede pra um menino ir ao sótão e pegar um machado dentro do armário. Ao chegar no sótão, o menino vê que o armário está trancado com um cadeado, ele então pega um machado que está ao lado e começa a arrombar o cadeado do armário pra pegar o que lhe foi pedido. Entendeu aí o que nos acontece quando não agimos com clareza?

Quando se faz contagem de tudo: carros que passam nas ruas, estrelas no céu, degraus da escada, quantidade de CDs, números telefônicos, etc., algo não está bem.
Já viu aquelas pessoas que estalam os dedos a todo o momento? E aquelas que não param de olhar pra você (nem sempre é porque está lhe achando bonito ou bonita), mas porque isso é sintoma dessa doença.
Tudo que é feito com bastante simetria, cuidado excessivo, pode significar algo além do que mera organização.
Dizem que fazer listas é sinal de TOC. Confesso que sou um grande fazedor de listas. Faço listas de meus filmes, livros, revistas. Acho que no fundo todos nós temos um pouco de Transtorno Obsessivo Compulsivo. Todos nós agimos de certa forma de maneira impulsiva, alguns com menor freqüência, outros com maior freqüência. Há muitas pessoas que têm essas ações na mente e não em ações. Essas pessoas passam despercebidas por esse problema. Essas ações mentais consistem em lembranças, pensamentos, repetições de palavras, etc.
Como já foi descrito aqui, o TOC não consiste apenas em fazer as coisas ou pensar de forma constante, mas consiste também em evitá-las, tipo:
Não passar em determinados lugares, com medo de pegar alguma maldição.
Não comer certos alimentos com medo de se fazer mal. Há um bom exemplo nesse item: Dizem que pessoas que têm problemas de rins, ao ingerirem carambolas, podem vir a ter soluços, o que significa que posteriormente vai se agravando e pode ter sérias conseqüências, podendo levá-las a morte. Depois que eu soube disso, evito ingerir carambolas. Mas isso é um caso à parte e é muito relativo. Por exemplo: Não podemos parar de comer ovos só porque ele pode transmitir a bactéria chamada Salmonela. Acho que devemos sim ser prudentes na preparação de cada alimento que digerimos, mas nunca com neuroses ou paranóias. Pensar e se preocupar demais com as coisas nunca é bom.

Existem pessoas que não usam banheiros públicos, nem sequer tocam na porta de um. Há quem os use, mas não dá descarga com medo de se contaminar. Aliás, o medo de contaminação é um dos maiores motivos de TOC no mundo. Em muitos casos tem-se medo de pegar em corrimãos de escadas e ônibus, dinheiros (sim, há que não pegue em dinheiro), pilhas, baterias de celulares.
O TOC pode ser analisado e visto dessa maneira:
Um homem lava as mãos ao acordar. Meia hora depois lava novamente, e vai repetindo esse ato várias vezes durante o dia. Algo não avisa ao seu cérebro que ele já lavou as mãos e que não precisa fazer aquilo de forma constante. É quase como se ele esquecesse que já havia lavado as mãos antes.
O TOC é uma doença que aflige, incomoda, maltrata. Deixa a pessoa com medo, preocupações, dúvidas, insegurança, desconforto, mal-estar. Há situações que a pessoa começa a comportar de forma estranha e é tida como louca pelos que estão de fora que não sabem ou não compreendem essa doença. Tudo que mexe com o nosso consciente/inconsciente, que tenha ligação com o psicológico é de natureza gravíssima e por si só muito preocupante. É algo sério que precisa de acompanhamento médico.
Quando saber se temos ou não o TOC? Cada um sabe o limite entre seus atos e pensamentos, se você acha que tal ação lhe incomoda, mas você não consegue parar de fazer isso em excesso, pode ter certeza que isso é um transtorno.

Sabe aquela mania de fazer compras; sempre que vai ao centro da cidade tem de comprar muita coisa?
Pois é...


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Seven - Os Sete Crimes Capitais



Um detetive da divisão de homicídios às vésperas de se aposentar (Morgan Freeman), recebe um novo parceiro (Brad Pitt) para, juntos desvendarem um caso estranho de assassinatos em séries. O que era pra ser uma investigação corriqueira, se transforma num complexo quebra-cabeça para aqueles dois homens. Durante todo o processo de descobertas, eles se dão conta que o assassino, então já classificado como um serial killer, vem matando suas vítimas de acordo com os sete pecados capitais.
Os sete pecados capitais é algo formulado pela antiguidade, que foi reformulado pela Igreja Católica, ficando assim: Inveja, Vaidade, Luxúria, Preguiça, Avareza, Gula e Ira. Partindo disso, esse assassino espalha medo, terror e morte à suas vítimas, não demonstrando nenhum sinal de piedade. Cabe aos dois detetives deterem esse psicopata antes que ele espalhe mais carnificina. Mas não será fácil combater um inimigo sem rosto, no qual parece estar sempre à frente de tudo, e que utiliza os métodos mais frios e sanguinários pra fazer o que quer e chamar a atenção de todos. O assassino dá as cartas, espalha pistas que levam às suas vítimas, brinca de gato e rato com seus opositores e em momento algum demonstra estar com medo de qualquer coisa. O detetive mais velho mostra segurança, confiabilidade no que faz, porém percebe que está lidando com algo incomum, e aos poucos vai vendo que seus últimos dias antes da aposentadoria pode significar seus dias mais tenebrosos. O detetive mais novo é curioso, impulsivo e só quer a qualquer custo pegar o assassino. Em contraponto a esses momentos de tensão, a esposa do parceiro jovem quer oficializar essa nova parceria de seu marido, convidando o velho e experiente detetive pra jantar em sua casa. São momentos raros de descontração, em meio ao terror que os assolam. E terror maior virá em forma dos pores pesadelos pra aqueles dois homens, quando, numa jogada inesperada, o assassino lhes arma uma estratégia fria e calculista e mostra que tem tudo planejado desde o início. No final, o assassino demonstra toda sua frieza e inteligência, numa atitude totalmente inesperada, elevando ao extremo tudo o que ele havia feito até então.
Seven é isso: A caçada a um assassino impiedoso. Tudo mostrado de forma crua e sem restrições. Em 1991, o filme O Silêncio dos Inocentes mostrava a caçada de uma agente do FBI a um serial killer. A investigadora contava com a ajuda (nem tanto) de outro psicopata. Aqui, os dois detetives não têm essa sorte e precisam buscar pistas em tudo que há pela frente. Um filme que sintetiza os maiores medos do ser humano em relação ao inesperado. Qualquer um pode ser vítima de um assassino cruel, independente de classe ou raça. Aqui, as vítimas são escolhidas de acordo com suas limitações humanas, ou seja, dentro de seus próprios erros. A mulher vaidosa tem seu nariz “empinado” arrancado; o “guloso” é obrigado a comer até morrer; o “preguiçoso” é amarrado em uma cama por um ano inteiro; e por aí vai.
O diretor David Fincher utiliza recursos interessantíssimos, tais como:
*Nunca mostrar o serial killer executando alguém.
*Colocar um clima chuvoso ou escuro em quase todas as cenas.
*Fazer com que uma pista vá levando a outra, de forma bem convincente.
*Mostrar que o assassino está mais próximo dos investigadores, sem que os mesmos se dêem conta disso.
*Um clima pesado e torturante o tempo todo.
*Os letreiros iniciais e finais são bastante originais.
Fincher é um dos poucos diretores de Hollywood que ousa fugir das fórmulas baratas e dar uma roupagem única e original a seus filmes. Seu primeiro longa-metragem foi Alien 3, depois vieram: Seven, Vidas em Jogo (com Michael Douglas e Sean Penn), Clube da Luta (com Edward Norton e novamente Brad Pitt), O Quarto do Pânico (com Jodie Foster e Kristen Stewart, da fraca saga Crepúsculo), Zodíaco (outro filme de caçada a um serial killer, estrelado por Mark Ruffalo, Jake Gyllenhaal e Robert Downey Jr.) e O Curioso Caso de Benjamin Button (terceira parceria com Brad Pitt).
O roteiro de Andrew Kevin Walker é nada menos que excepcional, uma obra de profundo profissionalismo, um dos melhores dos últimos anos. Um texto intenso que em momento algum derrapa em demagogias ou momentos desnecessários à trama. Une-se a essa excelente história, a fotografia exuberante de Darius Khondji e a montagem paralisante de Richard Francis-Bruce. Lembrando que, mais uma vez o Oscar escorrega feio e só nomeia Seven à indicação de melhor montagem. A trilha sonora é outro elemento que faz com que o filme cresça a cada momento, dando um clima mais agonizante.
O elenco também é ótimo: Morgan Freeman passa segurança e firmeza como o detetive a beira de se aposentar. Brad Pitt equilibra um ótimo contraponto com seu colega, entregando uma interpretação bastante convincente. Sua esposa, feita por Gwyneth Paltrow equilibra um pouco de doçura ao filme, toda vez em que ela aparece nos sentimos um pouco mais aliviados com todo aquele terror ali ao redor.
Seven é um filme complexo, angustiante, tenso e com um dos finais mais inesperados e impactantes dos últimos 30 ou 40 anos. É um desfecho que não dá espaço para que possamos respirar mais tranquilamente depois de passarmos duas horas torcendo pela captura do assassino. Falar mais a respeito seria estragar a grande surpresa. Só posso dizer que é um final corajoso que demonstra apenas uma das inúmeras qualidades dessa obra-prima de um diretor que não se vende ao cinemão fácil e mastigado que acostumamos ver pipocando por aí.
É um filme que faz pensar e refletir e especialmente pra quem tem estômago forte.


Nota: 5 de 5

Ttitulo original: S7ven

Lançamento: 1995 (EUA)

Direção: David Fincher

Atores: Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow, Kevin Spacey, R. Lee Ermey

Duração: 126 minutos

Suspense/policial

domingo, 8 de agosto de 2010

A Terceira Margem do Rio

Guimarães Rosa talvez seja o segundo maior escritor brasileiro de todos os tempos, só perdendo para Machado de Assis. Exagero? É só ler alguns textos e contos do autor de Grande Sertão: Veredas, pra constatar que não é exagero algum. Entre suas obras-primas, há o conto A Terceira Margem do Rio. Um relato forte e emocionante de um filho que vê seu pai embarcar numa canoa rio afora e nunca mais voltar.
A história narrada em primeira pessoa, começa quando um menino nos conta que seu pai encomendara uma canoa e um dia qualquer, sem mais nem menos resolve entrar nela e sair sem rumo definido. Dizendo apenas um breve adeus, seu pai segue adiante naquela solitária trajetória de viagem. O filho ainda chega a pedir para que seu pai o leve junto, mas este nada diz e segue para o rio. Ninguém entendia o que se passava na cabeça daquele homem para tomar tal atitude. Alguns diziam que ele estava doido.
Daquele dia em diante ninguém mais o via, nem mesmo os fotógrafos que tentavam tirar seu retrato. O filho todos os dias ia levar comida e a deixava na margem do rio na esperança que o pai pegasse.
Os anos vão passando, a família vai se conformando com a idéia e tocando suas vidas pra frente. O garoto cresce, sua irmã se casa, e se muda para outra cidade, os outros aos poucos vão, menos ele. Agora adulto, ele resolve ficar solteiro. Já idoso, ele reflete sobre seu pai. O que teria de fato feito com que ele fosse embora daquele jeito? Um dia então ele resolve voltar às margens do rio. Lá, ele avista seu pai pela última vez e lhe pergunta se gostaria de trocar de lugar, como uma forma de pedir perdão ao pai por qualquer coisa que ele possa ter-lhe feito.

O conto pode ser visto de várias formas. Há várias interpretações, entre elas:

*Um homem que passa toda sua vida sentindo a falta do pai que vai embora.
*O pai poderia ser ele mesmo. E sua narração pode ser fruto de uma auto-análise.
*Quando ele narra que o pai vai embora numa canoa e não volta mais, pode estar simbolizando que o pai na verdade não havia ido embora, e sim falecido. A canoa seria uma metáfora da saudade que um filho sente pelo pai quando o perde.

Independente do que se interprete ao ler esse texto, uma coisa é certa: Guimarães Rosa criou um dos mais belos contos da literatura brasileira, narrando de forma única uma história sobre amor e saudade.

segue abaixo o link do conto, na íntegra:

A Terceira Margem do Rio

domingo, 1 de agosto de 2010

Depressão

Não usarei uma visão médica para falar sobre esse assunto, até mesmo porque não sou médico. Mas usarei uma linguagem fácil e popular para falar de um dos problemas que mais atinge pessoas no mundo todo: Depressão.
Mas o que é Depressão? Bom, depressão é uma doença, um transtorno, um problema muito sério que, se não tratado pode levar à morte. Sim, essa doença é algo terrível e incômodo, um dos piores males a assolar a humanidade. Alguns chegam a dizer que esse mal não tem cura, mesmo que a medicina diga o contrário.

As causas da depressão podem ser:
Morte de uma pessoa amada
Estresse
Frustrações extremas
Problemas nas relações conjugais como crises ou separação
Alvo de críticas constantes, bullings, desafetos, falta de carinho
Doenças graves
Contrariedade constante


Uma pessoa depressiva vê o mundo da pior maneira possível. Para ela não há mais esperança em coisa alguma. Nada é divertido, nada é prazeroso, nada lhe atrai ou chama a atenção. Tudo é sem graça, sem razão nenhuma de ser ou de existir.

Principais sintomas da depressão:
Pessimismo
Mal humor
Desinteresse
Desconcentração nos afazeres
Indecisão
Não consegue terminar o que começou
Manias de inferioridade
Se sente culpado por ele e pelos outros
Distante de tudo e de todos
Afastamento
Irritação com muita facilidade
Não come e nem bebe direito
Chora fácil (em alguns casos, não chora por nada)
Sente pena de si mesmo
Só quer ficar só
Anda se lamentando o tempo todo
Perde o interesse em se vestir direito
Acha que foi abandonado
Inquietude
Tem medo de tudo, principalmente de falhar. Por isso nem começa ou faz nada que pode levá-lo ao fracasso
Desamparo
Sentimento de inutilidade

A depressão literalmente joga a pessoa pra baixo e toma conta de todo seu ser, não lhe dando chances de defesa. Uma pessoa depressiva não tem reações de nada, ela não consegue achar forças pra se erguer.
Cuidado com o tipo de ajuda que você vai prestar a uma pessoa com depressão. Se você for agir com ela de modo duro, dizendo-lhe pra reagir, pra ficar animado, dizendo coisas do tipo: “Sai dessa, ficar assim é coisa de fracos”, está na verdade prejudicando mais do que qualquer outra coisa. Não se ajuda um depressivo, o fazendo achar que está abaixo de você, lhe dando a impressão de que ele está numa situação aquém das outras pessoas. Se você agir dessa forma, é melhor cair fora e deixar que outros prestem a ajuda certa, que seria encaminhar tal pessoa a um especialista e também ouvi-lo, sem criticá-lo e nem fazer muitas perguntas. Jamais diga a uma pessoa depressiva algo do tipo: “Há tanta gente numa situação pior do que você, sem moradia, sem emprego...”, pode ter certeza de uma coisa: isso não ajuda em nada, pelo contrário, só atrapalha ainda mais.
A depressão não escolhe idade, sexo, cor, grau de escolaridade, rico ou pobre. Algumas pessoas ignorantes dizem que depressão é uma doença de pessoas fracas, sem forças. Alguns evangélicos sem o dom do discernimento espiritual dizem que a depressão é do maligno, ou seja, a depressão é uma doença possessiva que adentrou aquela pessoa, e que tal pessoa precisa ser libertada desse mal. A depressão com certeza é maligna do ponto de vista humano. Quem se sente bem estando com depressão? Mas de forma alguma uma pessoa com depressão está possuída por demônios. Isso é conversa de pastorzinhos de igrejas capitalistas a fim de lucrarem com a miséria alheia. No fundo, somente uma pessoa que já passou por uma depressão é que sabe o que uma pessoa depressiva está passando. Já vi pessoas depressivas que se escondiam quando viam alguém, em outros casos, pessoas com essa doença gritavam e se desesperavam.
Depressão é coisa séria. Não se deve brincar com essa doença, é preciso procurar ajuda imediatamente. Depressão leva a morte. O suicídio em alguns casos é questão de tempo.
Excesso de remédios pode levar a depressão. Remédios como analgésicos e anti-histamínicos (antialérgicos e outros) podem levar a depressão.
Uma pessoa com depressão tem pesadelos horríveis, vindo a ter variações do mesmo sonho todas às vezes. Na maioria dos casos sonham com a própria morte. Esses sonhos fazem parte de um processo destrutivo que tende a piorar ainda mais o estado dessas pessoas.
Com depressão não se brinca. Se você tem esse problema ou está sentindo tais sintomas pela primeira vez, procure um médico. Ele lhe orientará da melhor maneira e o encaminhará a um especialista. A depressão tem cura. Há remédios antidepressivos que combatem essa doença. Se não está acontecendo com você, mas com uma pessoa próxima, procure ajudá-la da melhor maneira possível, levando-a a um tratamento com um profissional na área. Quando você ver alguém (ou você mesmo) querer ficar sozinho o tempo todo, cuidado, isso pode ser início de depressão. Portanto, cuide-se.